segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Capítulo 4, 5 e 6

Aí está: demorou, mas os capítulos 4,  5 e 6 saíram (especialmente para minha única leitora)

Capítulo 4

 
A Grande Descoberta

 

-          Rastro de gosma! – exclamou com felicidade João.

-          É a pista que precisamos para achar ful-á!- exclamou Alice.

-          Agora nós sabemos a direção de que ele fugiu! – falou João.

-          E se ele mudou de direção? – perguntou Alice. –

-          Provavelmente ele derramará mais gosma então. – respondeu João.

-          Espere aí: ful-á não era gosmento, ele só era gosmento por dentro! – lembrou Alice. -

-          Vai ver o pobre coitado se machucou... – sugeriu João.

-          Temos que ver! O pobre pode ter um ferimento grave, e, se for uma espécie em extinção ele pode acabar extinto! – disse negativamente Alice.

-          Chega de pessimismo e vamos nessa trilha de gosma! – retrucou João.

E os dois continuaram, correndo em esperança de vê-lo novamente. A gosma ficava cada vez mais concentrada, o que quer dizer que: ou o ferimento ficava maior, despejando mais gosma; ou que ele andava cada vez mais vagarosamente. Nessas duas hipóteses os dois ficaram confusos porque o animal não parava de soltar gosma, como se fosse infinita.

            Até que acharam uma rocha seguida da gosma. Antes de se aproximarem Alice cochichou a João que ele poderia estar escondido na rocha, e caso ele se assuste ele correria como um carro, segundo Alberto, que houvera falado anteriormente. Cautelosamente, nossos aventureiros foram à rocha. Até que ful-á apareceu. Ele não havia nenhum ferimento e nem um mínimo arranhão, mas ele cuspia gosma pela parte debaixo, coisa que Alberto e Alice não viram em seu primeiro aparecimento. Como os dois não haviam se precavido bem, eles houveram de captura-lo cuidadosamente com a mochila de João, que é claro era bem maior que vinte centímetros, possibilitando sua captura. Como a captura poderia falhar, os dois pensaram em primeiro ter várias pistas da criatura, para depois com mais recursos pegá-lo com facilidade. Os dois já estavam preocupados com a distância que caminharam. Logo depois eles viram uma coisa que mal poderiam ter acreditado: ful-á soltou um tipo de laser esquisito o qual cavou um metro do chão à parte subterrâneo do solo. E ele entrou ali e já havia cavado um grande labirinto subterrâneo. Os dois ficaram felicíssimos já pensando em o que fazer.

            Os dois exploradores voltaram de seu longo percurso, só que marcando o local arrancando um punhado de grama. João pegou uma linha de sua mochila e fez como marcador de caminho. Quando voltaram, trataram de fazer suas lições, depois disso urgentemente contaram a Alberto o que havia acontecido. Naquele momento estava em oito horas em ponto, que conscientemente de sua grande descoberta, fizeram suas lições tarde, comparado a sua rotina diária, mas, em compensação, haviam feito uma grande descoberta.

 

 

 

 

 

Capítulo 5

 

Vendo, eles crêem.

 

No dia seguinte, (sexta-feira) João, Alice e Alberto, pelo motivo de pôr em ação o plano deles. Ao chegar em casa os três (até Alberto, que não queria de jeito algum escalar a Colina das Árvores) se reuniram: Alberto arranjou uma máquina fotográfica, Alice e João arranjaram uma rede, potes, e uma enxada e todos os suprimentos precisos: água, comida, etc. enfim, como planejado os três “exploradores” desabafaram aos seus pais que “aquele bicho” (ful-á) que eu te mencionei quarta-feira existe: e disseram que teriam provas. Antônio e Alicia, (mãe de Alice e João) curiosos para ver o que os moleques iriam aprontar, não falou nada a respeito do assunto. Seguindo a linha da mochila de João, depois de uma hora, Chegaram ao ponto marcado.

-          João, prepare a máquina que eu cavo. Quando ele aparecer você bate a foto, e você Alberto, prepare a rede para capturá-lo, se você conseguir. – ordenou Alice, como antecipadamente combinaram.

-          Três, dois, um! – e Alice começou a cavar. Ela nem chegou a enfiar a enxada no chão e o mesmo laser surgiu.

-          Bata a foto! Bata a foto! – falava cada vez mais alto, mesmo em vão, pois João já estava batendo as fotos.

-          Agora pare de bater. Bata de novo quando ele aperec – Alice foi interrompida com a chegada de ful-á. – Ela nem ordenou mais, pois percebeu que João batia as fotos enquanto Alberto, sem vantagem, tentava capturá-lo, por que ful-á havia uma esquiva superafiada. Até que ele fugiu. Logo antes de ele sumir, a fita da máquina fotográfica de Alberto acabara.

Os três voltaram, depois de recolher o máximo possível da gosma nos potes. De felicidade, (e um pouco de decepção, porque o sonho de Alberto era capturar ful-á) Alberto se esqueceu do cansaço que ele tinha para subir a colina. Então eles voltaram, mas deixando a linha da mochila de João. Ao chegar, Alberto disse aos seus pais para revelar umas fotos “dos amigos dele”. Seus pais concordaram, porque seria uma cena bonita. Logo depois, os três (cada um em sua casa) foram fazer suas lições, enquanto Antônio e Alicia perguntaram curiosamente sobre a tal prova “daquele bicho”. Alice, lembrando da revelação das fotos pensando em mostrar a gosma e as fotos (todas as provas) tudo de uma vez só, disseram para esperar, dando mais curiosidade ainda em seus pais. No dia seguinte (sábado) os três não haviam aula, e aproveitaram para fazer tudo o mais rápido possível. Nove horas e trinta minutos, Alberto apareceu com as fotos. Nesse momento tão esperado Alice apresentou:

-          Aqui está a minha “maior infantilidade” pai! – Disse Alice.

-          Será que eu fui o único que conseguir crer sem ver? – falou João, se orgulhando por ter acreditado.

-          Olhe essas fotos, Sr. Antônio, você não acreditou nas nossas palavras, mas nós provamos – disse Alberto.

Antônio ficou boquiaberto. Ele não imaginaria que o que ele achava que era uma brincadeira era uma coisa importante. 

-          Desculpa, vocês houveram de provar a existência daquele bicho sem ajuda de ninguém! Estou orgulhoso de você! E você deve ter ficado braba, hein? – Falou Antônio.

-             Nem imaginas! E o “bicho” se chama “ful-á”, OK? 

Depois disso, os três falaram pedaço por pedaço como provaram. Agora, com ajuda de adultos, gosma para ser examinada, fotos, eles estarão comprometidos a um passo grande da ciência. Um ser que voa sem asas, cria gosma sem limites, solta raios de laser capaz de perfurar um metro do chão em uma fração de segundo, ou de se esquivar rapidamente.

-          Vocês poderiam me mostrá-lo? – falou Antônio.

-          Então venha conosco à Colina das Árvores, há um caminho marcado com linha, porque o rastro de gosma já se decompôs faz tempo... – explicou Alice.

Antônio ficou novamente surpreso, Antônio ainda queria ver com seus próprios olhos. Dessa vez Antônio foi tentar capturá-lo com uma sacola. Mesmo com sua esquiva, ele o pegou encurralando ful-á contra aquela mesma rocha donde saiu ful-á na segunda vez que Alice o viu. Antônio o amarrou, mas um raio laser atingiu a sacola, e a rasgou. Nessa hora, os quatros viram que tentaram inticaram a onça com vara curta. Fugindo de medo, eles se surpreenderam que ful-á não tentou os soltar um raio sequer. Será que ele ficou com muito medo? Ninguém sabe. Só se sabe que não se pode capturá-lo.

 

 

 

Capítulo 6

 

Mais Recursos, Mais Formas de Conhecer Ful-á.

 

            Antônio, ao chegar em casa novamente, ao meio-dia daquele sábado, vendo que teve sorte por ful-á não ter o agredido. Depois de saber da gosma de ful-á, foi diretamente ao C.E.A.N, (Centro de Estudos de Animais Novos de sua cidade) que houvera em sua cidade, (Anithin, sua cidade que tem esse nome por acharem muitas espécies novas de animais, a razão de C.E.A.N. existir ali) levando todas as provas, e, com a permissão dos pais de Alberto. O profissional em animais não acreditou mesmo com a foto, porque poderia ser feito em programas especiais. Mas, ao analisar a gosma bem, disse que queria ver. João, Alice e Alberto pediram para Antônio o guiar, pois já haviam feito o percurso até o “abrigo” de ful-á quase quatro vezes. Ao o profissional (Layin) voltar, ele o indicou a ir a outro lugar, porque o suposto “animal” desafiava leis da gravidade. Os quatro insistiram a Layin os ajudar, e sua resposta foi:

-          Uh... Vou ver se posso fazer algo...

-          Em primeiro lugar, tenho que analisar a força do raio do bicho.

-          É ful-á o nome – disse Alberto.

-          Isso mesmo. Analisarei a força de ful-á, o modo que ele voa, que pode contribuir para muitas coisas, como a levitação. Mas primeiro eu analisarei melhor essa gosma, que, incrivelmente pode ser produzida facilmente por ful-á sem usar recurso algum. O seu poder desafia a lógica! 

Depois de Layin analisar, ele anuncia espantado:

-          Mais ou menos setenta por cento dessa gosma é feita de oxigênio!

-          E o restante, de que é feito? – perguntou Antônio.

-          Não sei bem, parece uma pele que prende o oxigênio, que além de mole é resistente, ou se não já tinha rasgado!

-          O próximo passo é ver o raio produzido por ful-á. Como não temos recursos, teremos que pegar diferentes materiais para testar.

Quando chegaram, botaram ferro na entrada de ful-á. Quando ele soltou um raio, por sorte o ferro lançou para longe, mas sem partir-se nem em dois. Testaram todos outros. Só o papel, papelão, plástico e tecido foi perfurado, mas o resto resistiu. Ao voltar, já era 7:00 P.M. e o C.E.A.N. fechou. Antes, Layin pediu a Antônio para modelar um recipiente de madeira, que abre e feche, e era para trazer segunda-feira, pois aos domingos a C.E.A.N. fechava. Era difícil, mas Antônio quis fazer. Com ferramentas, ele usou o corredor da porta para colocar na madeira, e perfurou a madeira para o cadeado. Na segunda-feira, os cinco voltaram a Colina das Árvores no local onde ful-á se encontrava. Todos no caminho conversavam sobre teorias de ful-á. Discutiram que ele era irracional, porque não se defendia contra pessoas e sempre usava o mesmo esconderijo, mesmo sabendo que era perigoso. Quando ele apareceu, Antônio o encurralou contra a rocha novamente. Ele encadeou o recipiente, e o levaram ao laboratório. Agora tudo estava fácil. 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

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